“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente.”
“Não coloque tantas expectativas em tudo que faço, sou um mar de decepções.”
“Não, não é minha essa dor. Eu não deveria estar suportando. É deprimente olhar para dentro de si e ver que o estrago e a dor que carrega, foram criados por um outro alguém.”
“Muitas vezes eu te escrevi textos de despedidas, mas nenhum deles era verdadeiro. Por isso, o grande número. Querer te dizer adeus era minha forma de defesa que sempre deu errado. E todas as vezes que você leu esses textos, sei que riu. Não é normal começar com um “precisamos nos afastar” e terminar com um “amo você”. Perdão, maluquice sempre foi meu forte. E você meu fraco. Mas a questão é: depois de tantas atuações de despedidas, você acha que eu consigo fazer uma, ser de verdade? Pode parecer fácil, já que tenho treino. Mas dói, porque eu sabia que eu sempre voltaria para você. Mas agora, nem sei se tenho pra onde voltar. Te dizia “adeus” como quem dizia “amo você”.”
Muito prazer, meu nome é otário Vindo de
outros tempos mas sempre no horário peixe
fora d’água, borboletas no aquário Muito
prazer, meu nome é otário na ponta dos
cascos e fora do páreo puro sangue, puxando
carroça Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer. Ás
de espadas fora do baralho grandes
negócios, pequeno empresário. Muito prazer
me chamam de otário Por amor às causas
perdidas… Tudo bem…até pode ser que os
dragões sejam moinhos de vento Tudo
bem…seja o que for… Seja por amor às
causas perdidas Por amor às causas perdidas
Tudo bem…até pode ser Que os dragões sejam
moinhos de vento Muito prazer… Ao seu
dispor Se for por amor às causas perdidas…
Por amor às causas perdidas
Meu caminho é cada manhã Não procure
saber onde vou Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão Se você
não entende não vê Se não me vê não
entende Não procure saber onde estou Se o
meu jeito te surpreende.
“Na convivência, o tempo não importa. Se for um minuto, uma hora, uma vida. O que importa é o que ficou deste minuto, desta hora, desta vida. Lembra que o que importa é tudo que semeares, colherás. Por isso, marca a tua passagem. Deixa algo de ti, do teu minuto, da tua hora, do teu dia, da tua vida.”
“A noite anoiteceu tudo… O mundo não tem remédio… Os suicidas tinham razão.”